Centro Cultural Vila Flor

A instalação deste equipamento em pleno coração da cidade teve ainda o mérito de ter acelerado a requalificação de um imóvel de interesse patrimonial, o Palácio Vila Flor, e de o ter  devolvido à população. O edifício novo é, como seria de esperar, radicalmente diferente do imóvel setecentista, contudo, não colide com a sua arquitectura nem com a envolvente. Os arquitectos preocuparam-se em fazer com que “alguns dos elementos mais expressivos do novo edifício – a saber, a torre do palco se diluíssem nas construções envolventes evitando os fortes contrastes dimensionais que suscitaria a sua proximidade do Palácio de Vila Flor”, explicam na Memória Descritiva. Este edifício inclui os Grande e Pequeno auditórios (800 e 200 lugares), o restaurante e o café-concerto (96 lugares) e um parque de estacionamento subterrâneo com capacidade para 300 viaturas. O “teatro” foi pensado para ser o centro do edifício, “local de passagem e de permanência”, conforme se lê na Memória Descritiva do projecto. Esta espécie de praça coberta articula todas as valências do edifício. As janelas “ocupam uma posição importante na referenciação dos diversos espaços”, explica o arquitecto Seara de Sá. Este espaço central é uma espécie de recreio público mas não aquele que mais apela à fruição. Dos espaços que faziam parte da Quinta Vila Flor, o Centro Cultural vimaranense herdou magníficos jardins, onde hoje ficam a esplanada e a zona de lazer.

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Dono de obra: Câmara Municipal de Guimarães. Responsáveis pelo projecto: Arquitectos Fernando Seara de Sá, Raul Roque de Figueiredo, Alexandre Coelho Lima e Manuel Vilhena Roque. Produtos CIN aplicados: Aquaprimer,Esmalte Satinado, Cinofer Forja, Verniz Exótico Aqua, Primário Cinolite e Vinylmatt, Nováqua RA

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