A casa de sonho de Mafalda Ribeiro

Mafalda Ribeiro sempre sonhou em ter uma casa a que pudesse chamar sua. Ao lado da designer de interiores e amiga Carina Sousa, realizou este sonho num projecto a duas pessoas com o apoio da CIN. Escolher as cores de uma forma menos presa aos nomes e mais de acordo com o que a própria cor lhe transmite foi um desafio ultrapassado. O resultado está à vista: uma casa feminina e cheia de poesia.

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1. Tem uma vida bastante preenchida: é técnica de comunicação, escritora, cronista, promotora de cultura e faz voluntariado em projectos de solidariedade social. Como coordena tantas actividades?
Nem sempre coordenação é a palavra de ordem (risos!) mas, acima de tudo, tento não estar restringida apenas a uma área e quando meto uma coisa na cabeça tenho de ir até ao fim. Desde muito cedo que aprendi que as coisas não caiem do céu e que não é por eu estar numa cadeira de rodas que as pessoas vão ter pena de mim e dar-me tudo de mão beijada. Tenho de ir à luta e mostrar o que sou ou não capaz. Viver de forma preenchida é ser capaz de dar valor à vida e usufruí-la ao máximo. Passear-me por várias áreas dentro da comunicação é uma maneira de não me sentir fechada a nada e estar constantemente a ser educada, a conhecer novas pessoas e causas, e essencialmente a adquirir bagagem para conseguir com a escrita passar uma mensagem positiva às pessoas. A maior de todas talvez seja aquela que melhor me define: “as tuas limitações não determinam os teus limites”.

2. A casa funciona como um escape para a azáfama do seu dia?
É o meu refúgio, sem sombra de dúvidas. Costumo dizer que esta casa é aquilo que pedi a Deus há muitos anos. Sinceramente é um sonho realizado, uma meta conquistada. Costumava dizer que o meu maior sonho não era andar, mas sim ser uma profissional realizada, encontrar o amor, ter a minha casa… Acho que consegui!
É a minha autêntica casa de bonecas, só que real. E que finalmente aconteceu, no tempo certo, com as pessoas certas ao meu lado, a ajudarem-me a concretizar cada passo deste processo tão difícil, de uma pessoa com deficiência comprar uma casa, adaptá-la, mobilá-la e viver nela.

3. Esta é a sua casa de sonho?
Decididamente, hoje olho para ela e percebo que é. Não sou muito exigente nos detalhes e para mim é fácil apaixonar-me quando gosto a sério de algo à primeira vista. Hoje, a viver na minha casa, não a imagino em nada diferente. Acho que no processo de a “construir” no seu interior fui apurando os meus gostos, o meu estilo e ganhando consciência dos “gostos” e dos “não gostos”. A culpada foi sem dúvida a Carina Sousa, que foi tudo desde o primeiro dia para que hoje eu chegasse a esta conclusão. A Carina foi muito mais do que uma decoradora, foi uma amiga com uma paciência de santa para me aturar e ajudou a agilizar e a desenvolver o meu espírito crítico e a refinar os meus “talvez”. Com ela consolidei certezas e aprendi a dar valor a cada cantinho e pormenor desta que é a minha casa de sonho. Afinal, sou eu que vivo nela.

4. De que forma a CIN lhe pareceu a melhor opção para a ajudar a concretizar uma parte deste sonho?
Admiro o trabalho da CIN há muito tempo e, acima de tudo, as ferramentas que usam para o divulgar. A CIN tem sensibilidade em tudo o que faz e trata os seus clientes com uma atenção exímia. Ir à CIN escolher cores é como ir a um parque de diversões com gomas e algodão doce, é uma diversão combinada com muito talento, profissionalismo e dedicação dos profissionais que dão a cara pela CIN. Há muito tempo que sou leitora assídua do blogue CIN e estou atenta às vossas campanhas publicitárias. Obviamente que quando chegasse a altura de pintar o meu sonho em forma de casa, tinha de ser com a CIN.

5. Quais foram as cores que escolheu e o porquê? Seguiu alguma tendência?
A minha principal tendência foi o meu gosto pessoal combinado com o espírito crítico da Carina, assumo. Mas hoje acho graça a alguns pormenores. Por exemplo, quando eu e a Carina chegámos à conclusão de que na sala ficaria bem a cor VERDE CRISTAL numa das paredes, (que confesso, para mim sempre me pareceu mais azul… (risos), estávamos longe de imaginar que seria uma cor bastante usada neste Verão. Os cinzas usados na sala existem para combinar essencialmente com os inoxes que foram um elemento fundamental na remodelação da casa. Nunca pensei que resultasse tão bem.
A Tinta Ardósia CIN  na cozinha é a menina dos meus olhos. Sou uma mulher que não vive sem escrever, é como respirar. As palavras, a escrita, os livros e tudo o que lhes diga respeito fazem parte de mim. Ter a oportunidade de ter uma espécie de quadro da escola para os amigos fazerem dedicatórias quando cá vêm, escreverem para mim e deixarem a sua marca, é absolutamente fantástico.
A minha cor favorita sempre foi o cor-de-rosa (acho que é por ver o mundo sempre em tons de rosa), mas não queria que o quarto fosse algo muito limitativo nessa cor. Combinar os tons claros de rosas com uma parede de ROXO VITORIANO por cima da cabeceira da cama foi a conjugação perfeita.

6. Utilizou alguma ferramenta de escolha de cor CIN para auxiliar a decisão?
As amostras da CIN – Take It – ajudaram bastante, mas mais uma vez confesso que se a Carina Sousa, que percebe do assunto, não estivesse ao meu lado não sei se seria assim tudo tão fácil e linear. Ou seja, eu sou decidida e rápida. Às tantas e depois de ver mais de 20 azuis aquilo já é tudo igual; então com os cartões das amostras da CIN comecei a fazer batota e a virá-los para ler os nomes dados às cores. Como sou uma mulher de palavras comecei a escolher pelos nomes que gostava mais (risos) – escusado será dizer que a minha querida designer de interiores/decoradora pôs-me logo na linha e as decisões foram tomadas em consciência.

7. Ficou satisfeita com o resultado final?
Mais do que satisfeita. Recomendo a toda a gente a CIN porque ajuda-nos a ver a vida em formato arco-íris em tudo aquilo que temos de pintar no nosso dia-a-dia (tantas vezes sombrio). Obrigada à CIN e à sua equipa por continuarem a ajudar a pintar os nossos sonhos.

CARINA SOUSA
1. O que merece destaque nesta casa?

Penso que tanto para mim como para a Mafalda foram todas as cores utilizadas, é o que mais desperta a atenção de quem visita a casa.
Todas elas se conjugam em harmonia, tanto em cada divisão como por toda a casa. Todas as divisões têm cores diferentes e quase nem nos apercebemos dessa diferença. O facto de não ser apenas uma parede pintada de uma cor mas sim todas as paredes do espaço pintadas com diferentes tonalidades dessa cor, proporciona-nos um espaço muito mais acolhedor e não o realça de uma forma forçada ou abrupta.

2. O que a inspirou para esta decoração?
Inspirei-me na Mafalda, nos livros que ela adora e no seu lado romântico. Foi esse o conceito que se manteve por toda a casa.

3. Foi fácil conjugar a decoração com as cores CIN escolhidas?
Foi bastante fácil. As cores CIN foram o mote para a escolha das peças de decoração. Primeiro definimos as cores a utilizar em cada espaço e depois procurámos as peças. Não tivemos qualquer dificuldade em encontrá-las pois as paletas de cor da CIN seguem sempre as tendências actuais de decoração.

4. Qual das cores presentes na casa aconselha/gosta mais?
É difícil escolher uma porque gosto de todas as cores que utilizámos. Em cada espaço, escolhemos uma cor base e depois jogámos com diferentes tonalidades dessa mesma cor. As amostras da CIN – Take It – foram imprescindíveis para definirmos a paleta de cores a utilizar. Em todo o caso, o resultado final de que gostei mais foi a parede de tinta de ardósia. Tem um acabamento excelente, é fácil de manter, e dá-nos a oportunidade de ter um “mural” em constante mudança.

5. Qual foi a maior dificuldade?
A maior dificuldade foi mesmo a nível de projecto definir as áreas de circulação no espaço. Tendo em conta que a proprietária desta casa, a Mafalda, se desloca em cadeira de rodas, as áreas de circulação teriam de ser maiores do que o habitual e sem obstáculos nos circuitos, o que numa casa pequena se torna ainda mais complicado. Ao mesmo tempo, o meu objectivo foi fazer com que não se sentisse que assim era por existir uma cadeira de rodas naquela casa. A ampla paleta de cores usadas também contribuiu para a solução deste problema. A casa tem tantos pormenores que chamam à atenção que este facto acaba por passar despercebido.
Esse foi para mim o maior desafio mas superado.

Veja mais fotos deste projecto.

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