Um mundo a cores

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O modo como percepcionamos uma cor e lhe atribuímos significado é tão pessoal como subjectiva. O contexto cultural de cada um permite partilhar algumas directrizes cromáticas que uniformizam a forma como reagimos e respondemos emocionalmente às cores. A moda e a arte são outro dos influenciadores das nossas escolhas e preferências, bem como a simbologia e crenças.

Mas, de uma forma geral, há alguns pontos sobres as cores que lhes são intrínsecos… Ora veja!

O azul simboliza a paz, é uma cor neutra e pacífica. Foi adoptada pelas grandes instituições internacionais como a O.N.U., a UNESCO, o Conselho da Europa e a União Europeia. É uma cor que não choca e à qual todos aderem.
Curiosidade: Para metade da população europeia é a cor preferida.

O vermelho está associado ao amor e à paixão no Ocidente. Significa boa sorte e a celebração no Oriente. É símbolo de vida, acompanha os momentos felizes e é percebida como portadora de força.
Curiosidade: Nos casamentos chineses, o vermelho é a cor usada nos trajes dos noivos e nas decorações. É também a cor favorita dos japoneses.

O amarelo, historicamente, tem sido uma cor menos apreciada no Ocidente. Graças à concorrência do dourado que lhe “usurpou” os significados positivos como a luz, a energia, a vida e a força. Desta forma, o amarelo tornou-se uma cor mate e triste, passando a personificar o Outono e o declínio. Apesar de tudo, na Ásia e América do Sul, o amarelo foi sempre valorizado!
Curiosidade: Na China, o amarelo foi, durante muito tempo, a cor reservada ao imperador, associando-se assim ao poder e à riqueza.

A verdadeira natureza do verde é a instabilidade, representativa de tudo o que muda e se transforma. Sendo, desde sempre, uma cor quimicamente instável, o verde é a cor do azar, do jogo, do destino e da possibilidade e… da esperança! Incontornavelmente, está associada a tudo o que é natural, ecológico e biológico.
Curiosidade: O verde tornou-se a mais higiénica das cores contemporâneas, juntamente com o branco.

As conotações ao preto são globalmente associadas ao mal: morte, sujidade, raiva e violência, tristeza, solidão, melancolia e medo. No Ocidente, o preto é irremediavelmente associado ao luto e às cerimónias fúnebres. Apesar de tudo, existe um preto mais respeitável, um preto da moderação, da humildade, da austeridade e da religião.
Curiosidade: Hoje em dia, o preto é um símbolo de elegância e de luxo.

Por todo o mundo, o branco está ligado à pureza, inocência e virgindade. Na Ásia, pelo contrário, é a cor do luto. Durante muito tempo foi associado à limpeza, ou seja, havia a crença de que, por razões de higiene, os tecidos que tocavam no corpo – roupa interior, lençóis, toalhas – deviam ser brancos. Hoje em dia aceitamos muito bem que o nosso corpo esteja em contacto com cores vivas.
Curiosidade: Os nossos bisavós não teriam gostado de dormir em lençóis vermelhos, de limpar a cara numa toalha amarela ou de usar roupa interior violeta.

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